Palavras abraçam. Aproximam. Acolhem. Fazem do silêncio ponte, do coração tradução, da dor um caminho.

Renata Feldman faz das palavras matéria-prima. Seu trabalho é feito de escuta, acolhida, interação, escrita.

Seja no refúgio da psicologia clínica, nos livros publicados ou posts aqui do blog, palavra é preciosidade.

Entre, aconchegue-se e fique à vontade. É uma alegria dividir este espaço com você.

Flor decorativa

Pausa pra pensar na vida.

Vida com todas as letras, dores, amores, escolhas, emoções e imperfeições.

Vida cheia de encontros e desencontros, medo e coragem, partida e chegada.

A vida cabe num blog.

Luz, câmera, emoção.

Um cantinho especial do blog inspirado pelo cinema, teatro, literatura, arte. Posts que emocionam e fazem pensar.

Convite

Faça deste blog um espaço seu. Para rir, chorar, pensar, interagir.

Seus comentários são muito bem-vindos. Obrigada pela visita e volte sempre!

Turbulênciavida

Turbulência

Tenho ouvido bastante a palavra medo. Bastante. Medo de todas as espécies, formatos, cheiros. MEDO. De dormir, acordar, decidir, sentir, sonhar. Medo de morrer, medo de viver, medo de ser, talvez aí uma razoável generalização de todos os medos. Clássico e atemporal, esse sentimento paralisa, acorrenta a alma, diz não à calma; como numa turbulência em pleno voo, em que o comandante pede para apertar os cintos e quem fica apertado é o coração: espremido, desenfreado, completamente desassosseg

25 de out. de 2018Ler mais →
Pazvida

Paz

De repente (não tão de repente assim), tudo o que você quer é um copo d´água e um tanto de paz. Só isso, nada mais, mais que suficiente. Bebe um gole e sente. Paz pra matar a sede de dormir tranquilo, uma noite inteira. Acordar e ter pra onde ir, o que sentir, antes mesmo de saber o que vestir. Paz pra se desnudar, dizer a que veio, se apresentar: “olá, este sou eu, muito prazer.” Mostrar quem você é sem fazer segredo ou rodeio, sem receio de que porventura  torçam o nariz por aí. Paz p

6 de out. de 2018Ler mais →
Ocupada demaisFamília

Ocupada demais

Antes que ela cresça de vez. Antes que o tempo e as espinhas reconfigurem seu modo espontâneo de ser, tão típico das crianças, tão cheio de graça e delicadeza nessa minha menina-flor. Antes que a minha mente (tão cheia de listas, afazeres e neurônios falantes) esqueça, me dou o direito a este breve recreio, rendendo-me à delícia de registrar aqui mais uma perolice da Bella. Mochila nas costas e animação além da conta, lá foi ela passar o fim de semana fora. Ela e a turma da escola, alegria

23 de set. de 2018Ler mais →
Achou?vida

Achou?

Tem gente que procura emprego. Namorado. Sarna pra se coçar. Alegria pra dividir. Motivo pra brigar. Colher de chá. Passagem em promoção, muito além da imaginação, apenas ida. Tem gente que procura os óculos (bem ali no seu nariz), o celular, a chave do carro, “onde é que eu pus mesmo?” Refresca a memória e continua procurando: um marceneiro bom de serviço, um presidente decente (escreva  cem vezes), receitinha pra agradar a sogra, autoestima pra amar a si mesmo, resposta pra mil pergunta

11 de set. de 2018Ler mais →
Carta à FreudTrabalho

Carta à Freud

Meu caro Freud, Sinto muito, muitíssimo, mas infelizmente não poderei comparecer à nossa próxima sessão. Sua Viena é linda (acho que posso dizer “nossa”, a mesma terra por onde nasceu e andou minha tataravó materna), já me sinto pertencente e com enorme dificuldade de ir embora. Mas, você sabe, tenho que ir. O trabalho me chama, os filhos sentem falta (e eu também, imagina, saudade de mãe judia, você me compreende bem…), enfim, a rotina precisa voltar ao normal. (E o que é “normal”?, v

24 de ago. de 2018Ler mais →
PaiFilhos

Pai

Semana passada recebi um convite inusitado pelo whatsapp, vindo de uma pessoa muito querida: “Ei, tá boa? Gosta do Fábio Jr? Tô com um lugar na minha mesa, pro show desse sábado, quer ir?”. Estava em atendimento, só fui ver um tempo depois. Quando pude responder, já havia outra mensagem dela: “É brega, eu sei.” Nunca me ocorreu ir a um show do Fábio Júnior (não sou fãããã…, muito menos desvairada, como duas cunhadas lindas que eu tenho), mas achei o convite uma delícia. Primeiro pela compa

10 de ago. de 2018Ler mais →
Aos "nossos" meninosvida

Aos "nossos" meninos

Não conheço nenhum dos doze meninos tailandeses que ficaram presos na caverna inundada de Tham Luang, por mais de 15 dias. Mas sei que são bons de bola e esperança, essa palavra que escuto muita gente pedir – quase implorar – para sentir. (Parece que andam anestesiadas de fé.) Sei também que eles fazem parte de um time chamado “Javalis Selvagens”, e que no período em que estiveram presos se comunicaram através de cartas: “Queridos mamãe e papai, não se preocupem comigo, posso cuidar de mim.

11 de jul. de 2018Ler mais →
Fazer acontecerAutoestima

Fazer acontecer

Tem uma coisa danada de linda chamada coerência. Tão linda que poderia ser uma ciência, Prêmio Nobel da Paz para  quem costuma alinhar pensamento, crença, sentimento e vontade com algo muito simples (às vezes não tão simples) chamado ação. (Conhece?) De nada adianta encher a cabeça de ideias, planos, filosofias. Ou abarrotar o coração de fé se não se firma o pé na tábua. De nada adianta morrer de vontade de encontrar os amigos, marcar um rapel, chamar aquela moça bonita pra sair e “morrer n

29 de jun. de 2018Ler mais →
Receita pra arrumar namoradoAmor

Receita pra arrumar namorado

O amor está no ar. No zap. Num esbarrão ali na esquina. Num convite repentino. O amor está num perfume adormecido no cachecol. Nesses seus olhos cheios de sol. Num pedido à moda antiga. Numa mistura perfeita de morango com chocolate. (Aceita um cadinho?) Lá está ele, esse nosso velho conhecido: nos signos ascendentes acendendo a noite, virando a lua pelo avesso, redonda e parideira, cheia de amor pra dar. (Tem que enxergar.) E dá-lhe música, bilhete, Dia dos Namorados, dia-e noite-noite

12 de jun. de 2018Ler mais →
De volta à normalidadevida

De volta à normalidade

Tem gente que reclama da rotina, desse quase sempre tudo sempre igual: segunda-terça-quarta-quinta-sexta, arroz com feijão pimenta não, casa-trabalho-casa, dia-e noite-noite-e-dia. Eu não. Nunca morri de tédio ao acordar e olhar pra mesma montanha, pros mesmos olhos que iluminam os meus, pro mesmo Deus que me escuta atento, gratidão-pedido-ou lamento. Amo coar café. Pedir bênção. Sair pra trabalhar. Amar esse meu bate-ponto, sem chefe ou burocracia, alegria alegria. Pausa pra almoçar, pim

1 de jun. de 2018Ler mais →
Perdas no caminhoAutoestima

Perdas no caminho

Onde é que a gente se perdeu? (…) Qual foi o ponto mutante dessa relação que parecia jamais mudar, jamais ter fim? Quem colocou reticências, quem foi que fechou a janela, que antipasse de mágica foi esse que transformou primavera em deserto do Saara, assim sem avisar? Ou o aviso aconteceu, datado e registrado em cartório, você é que não viu? Você é que não quis perceber? A vida vai dando sinais, mas muitas vezes é mais fácil recusar, fechar os olhos para o que está bem ali à sua frente, faz

24 de mai. de 2018Ler mais →
Mães também são filhas de DeusMães

Mães também são filhas de Deus

Mães também são filhas de Deus, importante lembrar. E com essa filiação abençoada, tinha mesmo que vir delas essa coisa imensa que costumamos chamar de amor. Um amor que chega a doer, eu sei. E por mais que se tente explicar, ainda falta explicação. Sobra espaço, tamanho, colo, entendimento, emoção. Transborda. Os estudiosos do assunto que me perdoem, mas amor de mãe é algo que se sente, simplesmente. Que habita a fundura do alma e do coração, atravessando cada célula desde sempre. Com as devi

12 de mai. de 2018Ler mais →

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