Luz, câmera, emoção.

Pausa pra sentir a emoção que vive na arte. E que a gente leva pra vida.

Seja no escurinho do cinema, no aconchego do sofá com pipoca,
no abajur que ilumina o livro de cabeceira ou na emoção que vem do teatro, da dança,
da obra de arte, Renata Feldman se inspira. O resultado são textos terapêuticos que nos convidam a refletir,
trazendo luz ao pensamento e emoção ao coração.

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Sonhar é preciso

Sonhar é preciso

Sobre o amor, a vida, a delicadeza da existência humana em seus recortes de dor e esperança. Sobre o trabalho, a família, as pontes que nos conectam e os abismos que nos lançam ao profundo vazio da solidão. “Sonhos de trem” é um filme que nos leva com ele. Sensível, tocante, poético. 5 indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Filme e Fotografia. Fotografia do talentoso brasileiro @adolphoveloso , por quem já estou cruzando os dedos. Uma verdadeira obra-prima, presente do meu domingo na Netfl

15 de mar. de 2026Ler mais →
Estou aqui.

Estou aqui.

Sim, eu sei. Perdi o timing. Me perdi em meio à minha emoção, à minha ação. (Acho que fiquei paralisada, fora do ar, sem palavras.) Aí a vida veio passando, outros filmes também, e aqui estou: atrasada feito o coelho da Alice, "é tarde, é tarde, é tarde", mas aqui estou. Preciso ticar essa pendência. Check. Pode ser que você não leia, já tenha se saturado com o assunto, vou entender. Mas preciso escrever, a dívida é comigo mesma. E antes que você vá embora, te adianto um pequeno spoiler: o post

28 de jul. de 2025Ler mais →
"Homem com H"

"Homem com H"

Eu nunca gostei do Ney Matogrosso. Nem desgostei. Respeito sempre tive, vide meus olhos admirados de menina pousando sobre aquela figura excêntrica, dona de uma voz singular, chacoalhando o corpo no Programa do Chacrinha. Até que fui assistir "Homem com H" e saí do cinema querendo ligar pra ele: "-Oi, Ney, quer ser meu amigo? Vem almoçar comigo lá em casa, domingo, faço um churrasco pra você." Saí com o coração cheio, tomada de afeto por esse homem de 83 anos que faz shows até hoje (!) e que u

23 de jun. de 2025Ler mais →
Vitória

Vitória

O filme acabou e as luzes não se acenderam. Providencial. Um longa como este não poderia mesmo terminar assim, num corte abrupto para a vida lá fora. Da penumbra veio um tempo, um respiro, uma ponte para gentilmente nos conduzir de volta. Aos poucos. Fiquei alguns minutos paralisada, apreciando cada nome que ia surgindo na tela escura. Em letras garrafais, F E R N A N D A M O N T E N E G R O iluminou tudo. Inspirado em uma história real, Vitória nos convida a olhar pra dentro e enxergar valor

25 de mai. de 2025Ler mais →
Bituca

Bituca

Conheci Bituca nas aulas de canto da escola. Eu devia ter uns 10 anos quando me encantei por “Maria Maria”, “Nos bailes da vida”, “Coração de Estudante”. Fui da sala do cinema para a sala de aula em alguns minutos. O tempo passou para mim e para ele. E com certeza para você também.  Do menino que foi reprovado na aula de canto ao artista que emocionou o mundo com o seu talento, sua alma, sua voz, Milton Bituca Nascimento nos toca profundamente ao falar de existência; de um modo de existir, sonh

5 de mai. de 2025Ler mais →
No escurinho do cinema

No escurinho do cinema

Tenho que admitir. (Como se precisasse...) Sou apaixonada por cinema, e não é de hoje. Já escrevi vários posts aqui no blog sobre filmes incríveis que assisti e que instantaneamente fizeram minha mão coçar, quase uma urgência em escrever. Especialmente os enredos tocantes, emocionantes, que nos convidam a pensar e chorar. Simplesmente não resisto.  Devo ter ficado paralisada com “Ainda estou aqui”, e aqui ainda estou – sem palavras. Não me chamo Renata se não escrever. Prometo.  Como a fila an

28 de abr. de 2025Ler mais →
Adolescência

Adolescência

Depois de tanto já dito, refletido, doído, sentido, a série continua. Na vida. Nos quartos e suas portas fechadas. Nas salas de aula, recreio, nos shoppings e nas resenhas. Nas telas de celular, no feed do Instagram, nos olhos do seu filho. Tem olhado pra eles? Tem percebido o que eles querem te dizer, de verdade? (Nem sempre querem, mas uma hora acabam contando.) Sem culpa, essa palavra por demais torturante e pesada, corrente de chumbo arrastando o coração. Um dos sentimentos mais compartilha

16 de abr. de 2025Ler mais →
"Meu filho, nosso mundo"

"Meu filho, nosso mundo"

Um filho de pais separados. Um diagnóstico de TEA – Transtorno do Espectro Autista. Um “convite” da escola para ele se retirar. Um filme sobre o amor, na dimensão mais ampla e profunda que esse sentimento carrega ao expressar os laços entre entre pais e filhos. (Amor que não dá pra explicar, “apenas” sentir.) E tem também o amor do avô, representado no filme pelo brilhante Robert De Niro, que fora das telas tem um filho autista. E é assim, exatamente do jeito que é, diagnostica

18 de ago. de 2024Ler mais →
Senso de si.

Senso de si.

Divertidamente 2 está dando o que falar. E o que sentir, como não poderia deixar de ser. A ansiedade que mora em mim falou, falou na minha cabeça e só sossegou quando os ingressos foram finalmente comprados. (Uma luta, diga-se de passagem.) E aí eu não desgrudei os olhos e o coração da tela, a alegria dominando meu painel de comando cerebral. Não resta dúvida de que a grande atração do filme são as novas emoções – Ansiedade, Vergonha, Tédio e Inveja – somado às outras já fa

2 de jul. de 2024Ler mais →
Barbies também choram

Barbies também choram

Eu nunca fui de brincar com Barbie. Sou do tempo da Susi, mas o que eu gostava mesmo era do “Meu Bebê”. Como num ensaio à maternidade que eu viveria anos mais tarde (não só como mãe mas também pesquisadora do tema no mestrado), adorava passear com esse boneco vestido com as roupinhas que já não cabiam mais na minha irmã, e bem aconchegado no carrinho que também foi dela. Algumas pessoas chegavam a me parar, achando que o menino era de verdade. Sucesso na praça. Como professora de red

15 de ago. de 2023Ler mais →
"O pior vizinho do mundo"

"O pior vizinho do mundo"

Quem nunca teve uma relação difícil pra contar? Um vizinho chato, sistemático, rabugento? Fui ao cinema (feliz da vida, um dos meus programas prediletos) achando que iria assistir a uma comédia leve e divertida sobre o assunto, tão comum e clichê. Acertei. Mas “O pior vizinho do mundo”, estrelado pelo talentoso Tom Hanks, foi muito além da leveza e da diversão. Que filme lindo. Tocante, profundo, emocionante. Saí do cinema com a alma quentinha. Costumo dizer que algumas sit

29 de jan. de 2023Ler mais →
Elton John me tocou

Elton John me tocou

Eu nunca fui muito fã de Elton John, confesso. Nenhuma paixão, nada contra também. Já tive a oportunidade de ir a um show dele, não fui. Também não assisti a “Rocket Man” no cinema quando o filme estreou há três anos atrás. (O do Queen, Bohemian Rhapsody, lançado um ano antes, não só assisti como escrevi sobre ele aqui, tomada de forte emoção.) Até que um dia, numa troca de mensagens por Whatsapp, me deparei com uma sugestiva indicação do filme. Quem me deu a dica foi a jornalista So

17 de abr. de 2022Ler mais →
Emoção

Emoção

Vou tentar descrever aqui. Não sei se consigo. Falo de emoção. Daquela conhecida sensação fisiológica chamada arrepio. Choro incontido (choro bom, chuvinha fina pra deixar feliz a alma). Estado de graça. Falo (quase canto) de uma batida que estremece o coração. Falo de música, de história, de vida. Falo do filme do  Queen, Bohemian Rhapsody, que desde que assisti continua passando aqui dentro de mim. (Sessão das duas, quatro, seis, “Don´t stop me now“, fui dormir com fundo musical na cabeça

19 de nov. de 2018Ler mais →
Acredita?

Acredita?

“Acreditar. Ter fé.” Você pode ler isso com um sorriso, em sinal de concordância. Ou franzindo a testa, demonstrando que o assunto não desliza tão fácil para você. Vai depender muito do seu olhar, da sua história e do que anda carregando o seu coração. (Pedra ou flor? Tijolo ou aquarela? Cimento ou vela?) Para alguns, acreditar soa tão natural e corriqueiro quanto comprar pão na padaria, colocar as roupas no varal, andar de bicicleta, conversar com Deus (a hora e do jeito que for). Para out

12 de fev. de 2018Ler mais →
Filhos dão um filme

Filhos dão um filme

Quem tem filho adolescente tem também um filme (vencedor do Oscar!) que vira e mexe passa na telona do coração. “Vale a pena ver de novo”, se emocionar de novo, tantas e quantas vezes for preciso. Ontem mesmo você alisava a barriga, colecionava sapatinhos de tricô, frequentava curso de gestantes (“Como dar banho”, “como curar o umbigo”, como aprender coisas que só se aprende mesmo na prática. Coisas que o amor ensina sempre, diária e incansavelmente, como bom e velho professor que é). Out

4 de fev. de 2018Ler mais →
Extraordinário

Extraordinário

Algumas coisas são extremamente comuns, mas causam um efeito especial na vida da gente: o nascimento de um filho; a possibilidade de respirar, ouvir, enxergar; o tanto infinito de amor  que vem da família; o primeiro dia de aula; uma amizade verdadeira; um pedido sincero de desculpas; uma sessão de cinema pra fazer a gente pensar, chorar, sentir, amar: esse foi o efeito que “Extraordinário” causou em mim. O filme nos coloca frente a frente com Auggie, um menino de 10 anos que tem o rosto de

13 de dez. de 2017Ler mais →
"O filme da sua vida"

"O filme da sua vida"

Encantada que sou por Selton Mello, especialmente depois do seu aclamado filme “O Palhaço” (já retratado aqui no blog), fui “obrigada” a assistir “O filme da minha vida”, lançado seis anos depois. O filme é um prato cheio para psicólogos, apaixonados pelo comportamento humano e pelo emaranhado de relações, afetos e emoções que rege a nossa vida. Na verdade é um prato cheio para todos nós, seres humanos, gente de carne e osso: pai, mãe, filho, filha, homens, mulheres, você simplesmente. Amor

20 de ago. de 2017Ler mais →
A dor que te move

A dor que te move

Todo mundo sabe a dor que tem. Lá de trás ou de agora, não importa. Escondida ou escancarada, recorrente ou velada, há dores capazes de afundar o peito e arranhar a alma, até escurecer tudo. Até as estrelas. Todo mundo sabe também o Deus que tem. Ou que não tem, se por acaso resolveu brigar com Ele. Sim, há quem brigue com Deus. Há quem jogue fora toda espécie de crença e esperança e sentido, exausto de tanto sofrer. Há quem entre em coma, quase, de tanto doer. Mas aí vem Deus e te mand

23 de mai. de 2017Ler mais →
"Permissão para ser pai"

"Permissão para ser pai"

Um casamento, uma filha, uma traição, um divórcio. A mãe despeja sua dor sobre a filha, lhe (re)apresentando um pai malvado, injusto, cruel. Alienação parental estabelecida, a menina de apenas 7 anos se fecha para o pai, e a palavra de ordem é recusa: não para o fim de semana, não para o parque, não para o Natal, não para o abraço. Nem pensar. Diante de um pai arrasado, a resposta da menina nasce pronta: “- Você passou a mamãe pra trás, ela ficou muito magoada, eu não vou passar o Nat

15 de fev. de 2017Ler mais →
Respostas

Respostas

  – Amor, estou te esperando. Há anos. – Tempo, sinto sua falta. Por que tanta pressa? – Morte, morro de medo de você. Três frases, três cartas, três destinatários inusitados, que você conhece bem. Essa é a tônica de “Beleza Oculta”, um filme que nos convida à reflexão desde a primeira cena, com a “simples” pergunta: “O que te faz dormir, acordar, levantar da cama, comer o que você come, trabalhar na profissão que escolheu, enfim, o que te faz estar aqui hoje me ouvindo?” No lugar d

2 de fev. de 2017Ler mais →
O que passa na sua cabeça?

O que passa na sua cabeça?

O que passa na sua cabeça enquanto desliza os olhos por aqui, respirando uma pequena pausa pra pensar na vida? E quando se vê diante de situações que não pediu pra viver? A perda do emprego, o término da relação, uma doença grave, a  separação dos pais, o zero na prova de matemática, desentendimentos familiares,  falta de dinheiro, a dor constante e crônica, a traição de um amigo? Ok, vamos ser um pouco mais otimistas, ninguém merece tanta nuvem negra assim. Feche os olhos, mude de ares e

19 de ago. de 2015Ler mais →
Menos, Cinderela

Menos, Cinderela

Vem da última produção da Disney minha inspiração para você. Você, que transformaria uma abóbora em um delicioso caldo com alecrim, calabresa e gengibre. (Não esqueça a pimenta.) Você, que trocaria fácil um sapatinho de cristal por uma rasteirinha de swarovski e um creme de massagem para os pés. (Não esqueça de apagar a luz.) Você, que dançaria horas com o príncipe mais charmoso do reino sabendo que ele tem o poder especial de virar sapo. É fato. Não que eu queira desencantar o conto de fadas,

18 de abr. de 2015Ler mais →
"A teoria de tudo"

"A teoria de tudo"

As luzes se acenderam. O letreiro subiu. O lenço encharcou. Saí do cinema mas o filme não saiu de dentro de mim. “A Teoria de tudo” coloca em prática a temática que nos acompanha desde sempre: o tempo, este inexorável e (nem sempre) tenro senhor. Que horas são? O que você fez hoje? E ontem? Como tem passado? Quando nasceu? Quando morrerá?  O que fará nos próximos meses, anos, décadas a fio? Vazio. Páginas em branco para você preencher como quiser, puder e sonhar. Não tão simples assim

20 de mar. de 2015Ler mais →
Ode ao Dia dos Namorados

Ode ao Dia dos Namorados

A cena é linda, eu diria perfeita. O namorado pára o carro em uma rua tranquila, venda os olhos da namorada e coloca uma música que fala de amor. De repente a rua é tomada por casais de namorados passeando de mãos dadas, sorrindo enamorados entre beijos, abraços, flores e balões. (Armação criativamente inventada, famoso flashmob dos dias de hoje.) Os olhos outrora vendados não acreditam no que vêem. Choram de emoção, pupila dilata, fala falta. O clímax chega na forma de uma caixinha

9 de jun. de 2013Ler mais →
No escurinho do cinema

No escurinho do cinema

E entre “cabruns”, “grrrrrrrs” e “ôôôôôôôôôôs” ouvidos em altíssima definição acústica, como se estivéssemos todos em plena era pré-histórica, fugindo de animais ferozes e pedras gigantes, ganho uma cutucada da Bella: – Mamãe, ainda bem que a gente não tá em casa, né? – Por quê, filha? – Por que senão você ia pedir pra abaixar o volume… ……………………………………………..

28 de mar. de 2013Ler mais →
Homens

Homens

Três homens num boteco, cerveja estupidamente gelada, conversa pra jogar fora. “E aí, comeu?” A típica perguntinha circulante no universo masculino anda provocando risos no cinema. Adaptado de uma premiada peça de Marcelo Rubens Paiva, o filme é uma ótima pedida para relaxar, descontrair e sorver um pouco da alma masculina. Sim, alma masculina. Por trás de todos os estereótipos, jargões e posturas que criam verdadeiros abismos entre homens e mulheres, fomentando a velha e boa guerra dos

17 de jul. de 2012Ler mais →
"Românticos Anônimos"

"Românticos Anônimos"

“Românticos Anônimos” é um filme simplesmente delicioso. Fui outro dia sozinha e ontem rolou um irresistível “Vale a pena ver de novo” com o Dé, que confirmou a cada risada o sabor de um enredo cheio de graça e leveza. Sem falar do tanto de França que adentra pela alma da gente, seja pelas ruas, pelo outono, pelo sotaque e pelo chocolate (sim, ainda por cima tem uma fábrica de chocolate pra gente sair do cinema salivando – mesmo não sendo suíço). Em plena era de “pegação”, socialização, expl

24 de jan. de 2012Ler mais →
"Noite de Ano Novo"

"Noite de Ano Novo"

Tá bom, tá bom. Sei que desembestei a falar de cinema, mas não resisto à tentação. É que a questão náo é bem o cinema. É o tanto de vida que se desenrola ali na telona, acústica perfeita de “eu te amos”, “te perdôo”, “olás”, “adeus”, “Feliz Ano Novo”. Então é noite de Ano Novo em Nova York. Precisa falar mais alguma coisa? Ou você quer que eu chame o Frank Sinatra pra gente dar uma palinha? “It´s up to you, New York, New Yooooooork!…” Sim, o filme é cheio de música, emoção, atores de peso (

10 de dez. de 2011Ler mais →
Fome de quê?

Fome de quê?

Adoro filmes infantis. Apesar de serem feitos para crianças, atingem em cheio os adultos, grandes crianças que são, tocadas por temas que lhes dizem muito respeito – auto-estima, amor próprio, felicidade, relação entre pais e filhos, etc. Nem todos os filmes dá pra assistir. A vovó Clara passa na minha frente, pega os meninos e lá vão eles pro cinema, felizes da vida. Kung Fu Panda foi assim. E como eu não quero perder o 2 por nada desse mundo (mas também não quero pegar o bonde andando), f

6 de jul. de 2011Ler mais →
Anjos

Anjos

Há 12 anos assisti ao filme Cidade dos Anjos, e essa semana repeti a dose na V Mostra de Cinema Comentado da Estácio. Quase desmanchei de tanto chorar. À delícia do filme se juntou o brilhantismo do Prof. Júlio Pinto, doutor em semiótica, que foi buscar em Platão, Aristóteles, no amor e nos anjos uma linha de raciocínio permeada de emoção. O enredo é bem interessante: um anjo (Nicolas Cage) se apaixona por uma mortal (Meg Ryan) e renuncia à eternidade, vira gente, só para ficar com ela. O f

22 de out. de 2010Ler mais →
"Cartas para Julieta"

"Cartas para Julieta"

Acabo de voltar da Itália. Olhos brilhando pela exuberante Verona de Romeu e Julieta, uma voltinha por Siena, paisagens de cartão postal, se isso for sonho não me acorda. Na verdade, acabo de voltar do cinema. Aguada que estava por uma tela daquele tamanho, com direito a pacotão de pipoca e uma companhia de deixar Romeu no chinelo, fui ver “Cartas para Julieta”. Se você ainda não viu, recomendo. Não pelo filme em si, que é bastante previsível, romântico, hollywoodiano. Mas pela Itália que a

16 de jul. de 2010Ler mais →
Descubra a Alice que existe em você

Descubra a Alice que existe em você

No País das Maravilhas tem Chapeleiro Louco,  gato risonho, coelho apressado, flores falantes, rainha que manda cortar as cabeças. Tem poção mágica para diminuir de tamanho, efeitos especiais, cenário merecedor de Oscar. Mas o que Alice tem de melhor é a mensagem que deixa pra gente grande. Gente que sonha, que tem ideias malucas e imaginação de montão. Gente que precisa descobrir que é dono da própria vida. Que pode ter liberdade de escolha, poder de decisão, conhecimento de causa quando o

1 de mai. de 2010Ler mais →
Receita Especial

Receita Especial

Tem filme que a gente devia assistir ajoelhado. Julie&Julia tem este sabor especial: é passado na França, baseado em uma história real e mostra o tempo todo delícias culinárias que eu jamais ousei fazer na vida. Mas o filme vai além das panelas, ovos nevados, lagostas, risotos, tortas de chocolate, patos desossados. Julie&Julia é um convite para você pensar na sua vida. No que faz do momento em que acorda até a hora em que vai dormir. Na maneira como preenche o seu tempo ou simplesmente ocu

27 de jan. de 2010Ler mais →
Os esquilos também amam

Os esquilos também amam

Sabe aquela criança que vive dentro de você? Vai adorar ir ao cinema assistir “Alvin e os Esquilos 2”. O filme é uma graça, cheio de tiradas interessantes, gostoso de ver e ouvir, quebra deliciosa de rotina. Não sei quem ria mais, se eu ou o Léo. A Bella, empolgada feio ela só, saiu da cadeira e começou a dançar. Vai lá e depois me conta. Dá vontade de levar um daqueles esquilinhos pra casa.

12 de jan. de 2010Ler mais →
Leia nas entrelinhas

Leia nas entrelinhas

Véspera de feriado lá no sítio, friozinho gostoso de montanha. Com os meninos dormindo feito anjos, pude enfim assistir “O Leitor”. Sei que “demorou”, mas a vida com filhos nem sempre nos permite ir ao cinema assim que um filme entra em exibição. Tive que me contentar com o vídeo, não menos ansiosa por ver a Kate Winslet no papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz. Premiada fui eu, até hoje impactada com a beleza dessa história. Uma história que vai muito além de temas como nazismo, Segund

14 de out. de 2009Ler mais →
Último suspiro

Último suspiro

Sabe aqueles filmes que tocam fundo na alma da gente? Foi assim que “A Partida” me tocou. Singular, emocionante, imperdível. Não é à toa que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Resumindo a ópera: um violoncelista se vê desempregado quando a orquestra em que atua é dissolvida, e acaba encontrando uma nova e insólita profissão: “acondicionador” de corpos em caixões, o que também envolve a árdua tarefa de lavar, maquiar e vestir aquele(a) que morreu. Você deve estar torcendo o nariz, se p

22 de jun. de 2009Ler mais →
Muito prazer

Muito prazer

No final de semana assisti a um delicioso filme de Woody Allen, exibido recentemente nos cinemas: Vicky Cristina Barcelona. Por duas horas de riso e pipoca “visitei”, encantada, essa cidade maravilhosa que é Barcelona. Apaixonante, indescritível, absolutamente convidativa… O filme chama atenção pela forma como aborda o prazer. Não só o prazer que vem do desejo, da pele e da química perfeita, mas que também provoca novos pensamentos e instiga a mudança, seja ela escancarada ou apenas interio

18 de mai. de 2009Ler mais →

Ganhei na loteria.

Foi assim que me senti ao assistir ao premiado “Quem quer ser um milionário?”, vencedor de oito Oscars, inclusive o de melhor filme. Saí do cinema encantada com o roteiro, a fotografia, a trilha sonora e a atuação dos atores, principalmente os mirins. Apesar de colocar o dinheiro como tema central, o filme mostra o incomensurável valor do amor, da lealdade, da justiça e da verdade. Imperdível.

20 de abr. de 2009Ler mais →