vidaA vida continua
Um dia, enfim, ela resolveu amar de novo. Juntou os cacos, molhou a terra, transformou rascunho em poesia. Fazia sol lá fora. Fazia sol lá dentro. A música já não era desafinada. O choro já não doía tanto. Abriu a porta, estranhou a claridade, esperou o trem passar. Deu bom dia ao vizinho, riu sozinha, deu o ar da graça. Há muito tempo não se sentia assim, tão inteira. Limpa, sem poeira, sem eira nem beira. Decretado o fim do luto, o recomeço da vida, a continuidade de sua existência. E vei












