Palavras abraçam. Aproximam. Acolhem. Fazem do silêncio ponte, do coração tradução, da dor um caminho.

Renata Feldman faz das palavras matéria-prima. Seu trabalho é feito de escuta, acolhida, interação, escrita.

Seja no refúgio da psicologia clínica, nos livros publicados ou posts aqui do blog, palavra é preciosidade.

Entre, aconchegue-se e fique à vontade. É uma alegria dividir este espaço com você.

Flor decorativa

Pausa pra pensar na vida.

Vida com todas as letras, dores, amores, escolhas, emoções e imperfeições.

Vida cheia de encontros e desencontros, medo e coragem, partida e chegada.

A vida cabe num blog.

Luz, câmera, emoção.

Um cantinho especial do blog inspirado pelo cinema, teatro, literatura, arte. Posts que emocionam e fazem pensar.

Convite

Faça deste blog um espaço seu. Para rir, chorar, pensar, interagir.

Seus comentários são muito bem-vindos. Obrigada pela visita e volte sempre!

Pro mundo girar mais leve.Mulheres

Pro mundo girar mais leve.

Acho que já falei aqui do trabalho que faço (que tenho a alegria de fazer) com o Grupo de Terceira Idade Bem Viver, do Olympico Clube. Uma vez por mês me encontro com as minhas “meninas” e conversamos sobre os diversos temas da vida – alegria, tristeza, perdas, mudanças, etc. Atualmente estamos “estudando” o best seller “Presente do Mar”, de Anne Morrow Lindbergh. O livro fala de uma mulher (a própria Anne) que fica um tempo na praia, sozinha, descobrindo na conchas uma bonita analogia com a

23 de set. de 2010Ler mais →
Loucuravida

Loucura

Aí um dia você acorda e descobre que não é nada daquilo que você quer. A cama, o bom dia, o dia. As escolhas, os sabores, o cartão de ponto. Aquela mulher, aquele patrão, aquela sua velha mania de procurar explicação em tudo. E aí você arruma a mala, pega a bússola, monta na bicicleta e sai por aí, sem rumo nem prumo, sem fome ou hora de chegar. Joga os remédios fora. Não lê o horóscopo. Rabisca um bilhete na geladeira. Uns dizem que você é radical. Outros te chamam de louco. Mais um pouco

20 de set. de 2010Ler mais →
Jardim Zenvida

Jardim Zen

Planto ideias dentro de mim. O sol nasce todo dia, A chuva molha a terra, Floresce jasmim. Enterrar semente, Brotar espera, Pegar na enxada, Emoção de primavera. Água. Vento. Terra. Tempo. Me encontro nas raízes. Busco o descanso da sombra. Cultivo sonhos. Leio poesia nas mãos do jardineiro.

18 de set. de 2010Ler mais →
Mal-humorvida

Mal-humor

Limão capeta. Sorriso morto. Ovo virado. Osso. Birra. Tromba. Fome. Nuvem negra. Cão chupando manga. O mal-humor contamina. Emburrece. Petrifica. Tira todo o sabor. Xô.

15 de set. de 2010Ler mais →
Medo de amarAmor

Medo de amar

“O medo de amar é não arriscar…” Foi com essa música do Beto Guedes na cabeça que conversei quarta-feira com uma repórter do MGTV (http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1333294-7823-PSICOLOGA+DA+CONSELHOS+PARA+QUEM+TEM+MEDO+DE+AMAR,00.html). O tema da matéria – Medo de Amar – rendeu uma boa horinha de papo e reflexão, e confirmou algumas coisinhas importantes: 1) Amor rima com dor. (Por mais paradoxal que isso possa parecer.) 2) Tenho ouvido com frequência a palavra medo. Me

10 de set. de 2010Ler mais →
De vó em vóFamília

De vó em vó

Minha vó morreu quando eu tinha quatro anos. Cresci sem entender a ausência daquela que enchia a minha vida de luz, presença e rima. Para a idade que tinha, me lembro de muita coisa: do chinelo azul cinco números maior, com que eu desfilava pela casa inteira; do quintal florido de hibiscos; das sextas-feiras em que ia dormir lá e ela deixava o meu avô para adormecer comigo – ela na cama e eu na bicama. (Até que um dia acordei e a cama estava vazia – ela havia ido ao médico para tratar do câ

7 de set. de 2010Ler mais →
Papo-cabeçaFilhos

Papo-cabeça

Léo na hora do almoço: – Mãe, tenho que fazer uma pesquisa sobre profissão. – Que que é “pofissão”, mãe? –  Bella entrando na conversa. – Profissão é o meu trabalho, filha. – “Pofessora”? – Isso mesmo! E psicóloga também. – Que que é “cóloga”, mãe? – É alguém que ajuda as pessoas, escuta seus problemas… – Que que é problema? ………………………… Ah, minha filha, nem queira saber. Vai brincar, vai. Vai viver sua alegria encantadora, seus ursos de pelúcia, sua dança e sua rima. Vai viver sua

2 de set. de 2010Ler mais →
Quem faz terapia não é doidoTrabalho

Quem faz terapia não é doido

Para homenagear o Dia do Psicólogo, a Assessoria de Imprensa da Estácio me pediu para escrever um artigo com o tema acima. Resolvi  homenagear o cliente – aquele que procura um consultório de psicologia não por loucura (até porque o louco não tem discernimento para procurar ajuda), mas por necessidade, vontade, angústia, dor que não pára de doer. Dói a solidão, o medo, o trabalho incessante. Dói a desilusão amorosa, a falta de emprego, a ausência dos pais. Dói estar consigo mesmo e se deparar c

29 de ago. de 2010Ler mais →
Dá vontade de congelarFilhos

Dá vontade de congelar

Quando se tem filhos, esse comentário é ouvido inúmeras, repetidas vezes: “Nossa, como ele/ela cresceu!… O tempo voa, né?” É. E cada vez que eu ouvia isso em relação ao Léo, não conseguia esconder meu desejo secreto: “Ai, dá vontade de congelar!…” Pois então. De tanto espalhar essa frase aos quatro ventos, um dia fui chamada na escola. A professora me disse, delicadamente: – Parece que o Léo não quer crescer. Trabalhem mais a autonomia dele, deixem ele fazer as coisas sozinho… Toin-oin-oin-oin-

24 de ago. de 2010Ler mais →
Dor de esTUDOFilhos

Dor de esTUDO

Hoje tá doendo tudo lá em casa. Tem dor de barriga, dor de dente, dor de pé, dor de cabeça, dor de sono, dor de tudo e mais alguma coisa. Estou ensinando o Léo a estudar pras provas. Dói cada vez que ele  abre o livro.

22 de ago. de 2010Ler mais →
Esconde-escondevida

Esconde-esconde

Onde é que foi parar o brilho dos seus olhos? Sua força para escalar montanhas e atravessar rios gelados? Sua energia de criança, onde é que foi parar? Só quer cama. Chão. Sombra. Lado de dentro. Não responde. Não vê graça. Não quer mais brincar. Em que armário trancado se escondeu a sua alma? Quem é que sequestrou seus sonhos? Suas lembranças tão cheias de vida. Suas estrofes de poesia. Pede ajuda pra São Longuinho. Dá três pulinhos. Põe sua roupa mais bonita. Tem muita vida lá f

17 de ago. de 2010Ler mais →
Não tem preçoFilhos

Não tem preço

Aprendi a gostar de cachorro com a minha irmã Tatiana. Veterinária de mão cheia, especialista em ultrassonografia, acabou me dando três sobrinhos de estimação: Pipoca, Nick e Nina. Apesar de paparicar igualmente os três, confesso minha predileção pela Pipoca: uma Bassê preta  com olhos de gente, desses olhos de ternura e lealdade que matam a gente. O Léo – bobo que não é –  também já percebeu isso, e ontem soltou mais uma das suas. Foi dormir na casa da minha mãe, junto com a “Ta Tati” e os

15 de ago. de 2010Ler mais →

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