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Artigos em terapia

O homem (ou mulher) da sua vida.Amor

O homem (ou mulher) da sua vida.

Eles namoraram por três anos. Viveram momentos bons, tropeçaram em alguns momentos ruins, compartilharam a vida no que ela tem de melhor: afinidade, cumplicidade, graça, leveza, sintonia, amor, alegria. Bom dia, boa noite, “almoça comigo?”, segunda, terça, “te amo”, quarta, “sonhei com você”, quinta, sexta (“sextô!), sábado, domingo, “já tô com saudade”. Até que um dia o namoro acabou. Do nada. Do tudo. Luto. Tortura. Afora os pequenos desgastes ao longo do caminho, um grande ab

5 de out. de 2022Ler mais →
Da porta pra fora.Trabalho

Da porta pra fora.

Algumas pessoas costumam estranhar. “Duas portas?” Sim, e com revestimento acústico, para que nada que se fale aqui dentro seja ouvido lá fora. Nem por uma mosca, costumo dizer. Sim, segredo é sagrado. Basta uma pequena mudança de vogal para expressar a dimensão que é se assentar diante de alguém e escutar o que o seu coração, tantas vezes espremido e abarrotado, traz. Seja o passado, o presente, o futuro tão cheio de incertezas. Seja a dor, o amor, a culpa, o medo, a tristeza, o des

31 de jul. de 2022Ler mais →
Elton John me tocouAutoestima

Elton John me tocou

Eu nunca fui muito fã de Elton John, confesso. Nenhuma paixão, nada contra também. Já tive a oportunidade de ir a um show dele, não fui. Também não assisti a “Rocket Man” no cinema quando o filme estreou há três anos atrás. (O do Queen, Bohemian Rhapsody, lançado um ano antes, não só assisti como escrevi sobre ele aqui, tomada de forte emoção.) Até que um dia, numa troca de mensagens por Whatsapp, me deparei com uma sugestiva indicação do filme. Quem me deu a dica foi a jornalista So

17 de abr. de 2022Ler mais →
A dor é um grande professorAutoestima

A dor é um grande professor

“Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.” A canção é dos Titãs, mas bem que poderia ter sido escrita por você, por mim, basta ser humano para sentir. Da alegria é fácil falar, evocar, cantar. Vem rapidinho deslizando pela memória, como nuvens no céu. Da dor nem tanto: lamento, ferida, pranto. Mais fácil deixar guardada, trancada com tetra-chave e cadeado. Fato é que dói, eu sei. Algumas dores vêm acompanhadas de susto, outras de uma notícia já esperada; outras vivem

30 de nov. de 2020Ler mais →
RefúgioTrabalho

Refúgio

Batida na porta. Abraço. Sorriso. Café, chá, cappuccino? Sofá, poltrona, aconchego de almofadas. Caixa de lenços. Flores. Calorzinho humano. Porta acústica deixando um mundo inteiro lá fora. Você se encontrando aqui dentro.  Há alguns meses esse refúgio chamado terapia foi meio que transferido para a sua casa. Seu computador. Seu celular. Sua poltrona. Seu wi-fi.  O motivo é de força maior, a causa é nobre e o toque é de acolher: você, suas emoções, sua necessidade de falar, pen

27 de mai. de 2020Ler mais →
Pontes no caminhovida

Pontes no caminho

Dia desses o coração  do meu pai fez aniversário. Dezoito anos de uma cirurgia meio que no susto, “é pra já”, quatro pontes de safena levando a novos caminhos na vida dele: mais leveza, mudanças de hábito, muuita ginástica, cuidados com o corpo e a alimentação. Ganhei um pai atleta. Estive lá com ele naquele quarto de hospital, nem sei por quantos dias. Apesar das circunstâncias, do dreno e de todos aqueles fios, nunca conversamos tanto. O que não faltou foi assunto para o relógio andar mai

20 de out. de 2019Ler mais →
Per-doarvida

Per-doar

Certa vez um jornalista perguntou a uma judia sobrevivente dos campos de concentração: – A senhora perdoou os nazistas? – Sim. (…) Eu não suportaria carregá-los dentro de mim. Perdão é palavra recorrente no setting terapêutico. Palavra-chave, capaz de fechar ciclos ou abrir janelas há tanto tempo emperradas. Entre quatro paredes e duas portas acústicas separando o mundo lá fora, escuto a dor que vem das relações trincadas, quebradas, por vezes desmoronadas. Diante da mágoa erigida como

27 de set. de 2019Ler mais →
Carta à FreudTrabalho

Carta à Freud

Meu caro Freud, Sinto muito, muitíssimo, mas infelizmente não poderei comparecer à nossa próxima sessão. Sua Viena é linda (acho que posso dizer “nossa”, a mesma terra por onde nasceu e andou minha tataravó materna), já me sinto pertencente e com enorme dificuldade de ir embora. Mas, você sabe, tenho que ir. O trabalho me chama, os filhos sentem falta (e eu também, imagina, saudade de mãe judia, você me compreende bem…), enfim, a rotina precisa voltar ao normal. (E o que é “normal”?, v

24 de ago. de 2018Ler mais →