#Import 2024-12-06 16:46

Artigos em #Import 2024-12-06 16:46

Caminhosvida

Caminhos

E então o ano virou. Você pode ter sonhado com isso. Ou não. Pode ter tido o o réveillon do século. Fogos de artifício. TV ligada. Luau na praia. Ou um simples jantar de Ano Novo regado a bom vinho e amigos de verdade. Pode ser que tenha rido. Dormido. Chorado. Rezado. Amém. Pode ser que tenha feito alguns pedidos. Namorado muito ou quase nada. Sentido saudade. Voltado pra casa às seis da manhã. Qualquer que tenha sido o seu ritual ou programa de sábado à noite, é fato que

6 de jan. de 2023Ler mais →
Partidas e chegadasvida

Partidas e chegadas

Malas prontas. Peso enorme para alguns, incluindo tarifa por excesso de bagagem; leveza para outros, dependendo do que foi vivido e sentido. Destino certo, sem escala. Data e hora marcada, sem direito a atraso, cancelamento ou mudança de planos. Boa viagem, 2022. Obrigada por tudo. Até nunca mais. Bem-vindo, 2023. O mundo te espera no grande saguão da vida. E como bons anfitriões que somos, erguemos placas personalizadas para te nomear e de imediato identificar: Paz, Alegria, Le

30 de dez. de 2022Ler mais →
Chá-revelaçãoFamília

Chá-revelação

* * Na minha época não tinha essa história de chá-revelação. A esperada descoberta do sexo do bebê era feita no momento do ultrassom e comemorada ali mesmo, no calor e na simplicidade de uma emoção que aos poucos ia sendo compartilhada com a família inteira. Foi assim no ultrassom do Léo. Foi maais ou menos assim no ultrassom da Bella. Depois de um ano e meio tentando engravidar pela segunda vez (“esterilidade psíquica“, já contei por aqui), a grande revelação veio no result

1 de nov. de 2022Ler mais →
O homem (ou mulher) da sua vida.Amor

O homem (ou mulher) da sua vida.

Eles namoraram por três anos. Viveram momentos bons, tropeçaram em alguns momentos ruins, compartilharam a vida no que ela tem de melhor: afinidade, cumplicidade, graça, leveza, sintonia, amor, alegria. Bom dia, boa noite, “almoça comigo?”, segunda, terça, “te amo”, quarta, “sonhei com você”, quinta, sexta (“sextô!), sábado, domingo, “já tô com saudade”. Até que um dia o namoro acabou. Do nada. Do tudo. Luto. Tortura. Afora os pequenos desgastes ao longo do caminho, um grande ab

5 de out. de 2022Ler mais →
A criança que nos toca.Trabalho

A criança que nos toca.

* Teatro lotado. Silêncio instaurado. Músicos a postos. No programa, Trio em si bemol maior, op. 11, de Ludwig van Beethoven. No palco, um violoncelista, um clarinetista e uma pianista de aproximadamente cinco anos de idade emocionavam o público com o seu talento. Eu disse cinco anos, mas é brincadeira. (E num sentido quase literal, você vai entender logo adiante.) O consagrado violoncelista Antônio Meneses acaba de completar 65 anos, e veio justamente celebrar a data no B

6 de set. de 2022Ler mais →
Um hipocampo inteiro pro meu pai.Família

Um hipocampo inteiro pro meu pai.

Tem certas memórias que a gente apagaria se pudesse. “Uma pílula da amnésia, nada mal”, ouço com frequência no consultório. Mas outras, ah!… Que bom que o nosso cérebro tem dois lobos temporais, um direito e outro esquerdo, e em cada um deles uma estrutura preciosa chamada hipocampo. É lá, nesse verdadeiro porta-joias cerebral, que estão guardadas as memórias mais valiosas que guardo do meu pai, resgatadas hoje como presente nesse segundo domingo de agosto: * Ele já separado da minh

14 de ago. de 2022Ler mais →
Da porta pra fora.Trabalho

Da porta pra fora.

Algumas pessoas costumam estranhar. “Duas portas?” Sim, e com revestimento acústico, para que nada que se fale aqui dentro seja ouvido lá fora. Nem por uma mosca, costumo dizer. Sim, segredo é sagrado. Basta uma pequena mudança de vogal para expressar a dimensão que é se assentar diante de alguém e escutar o que o seu coração, tantas vezes espremido e abarrotado, traz. Seja o passado, o presente, o futuro tão cheio de incertezas. Seja a dor, o amor, a culpa, o medo, a tristeza, o des

31 de jul. de 2022Ler mais →
Banalizanãovida

Banalizanão

Não, você não leu errado. Nem eu cometi alguma falha de digitação por aqui. A troca da cedilha por n traz de imediato um apelo, um “acorda”, uma recusa à banalização que tenho visto acontecer de tantas maneiras por essa vida afora. Coisas preciosas têm entrado no rol da banalização: amor, sexo, morte, a própria vida. E como parte da vida os problemas, as relações, as escolhas, o cuidado, (a falta de cuidado), a comunicação. Vai-se vivendo no automático muitas vezes. E de forma n

17 de jul. de 2022Ler mais →
Dor de filhoFilhos

Dor de filho

Esse texto seria para o Dia das Mães, mas a mãe que o escreve chegou atrasada por aqui. O rascunho guardado na gaveta deu o ar da graça hoje, lembrando que alguns assuntos prescindem de datas comemorativas. São atemporais. Filhos não vêm com manual, você certamente já ouviu esse clichê. Mães também não. É na prática que elas vão aprendendo a dar o peito, curar o umbigo, dar a raça, reconhecer o choro de fome, fralda, frio, dor. Ah, a dor. De barriga, ouvido, dente, escola, tombo

29 de mai. de 2022Ler mais →
Elton John me tocouAutoestima

Elton John me tocou

Eu nunca fui muito fã de Elton John, confesso. Nenhuma paixão, nada contra também. Já tive a oportunidade de ir a um show dele, não fui. Também não assisti a “Rocket Man” no cinema quando o filme estreou há três anos atrás. (O do Queen, Bohemian Rhapsody, lançado um ano antes, não só assisti como escrevi sobre ele aqui, tomada de forte emoção.) Até que um dia, numa troca de mensagens por Whatsapp, me deparei com uma sugestiva indicação do filme. Quem me deu a dica foi a jornalista So

17 de abr. de 2022Ler mais →
Guerra e pazvida

Guerra e paz

Arrume suas coisas. Rápido. Apenas o essencial. Deixe seus pertences pra trás. Travesseiros, xícaras, plantas, livros, porta-retratos, fins de tarde, fim de uma vida inteira. Leve com você urgente – corra! – seus amores, suas dores, sua esperança de que um dia haja uma volta pra casa. Haja coração. Aja. Corra. Poderia ser você. Na Ucrânia. Poderia ser a sua família, exercício de empatia. Foi meu tataravô, há muitos e muitos anos atrás, nascido em Kiev, fugindo não da guerra, mas da p

20 de mar. de 2022Ler mais →
"A filha perdida"Filhos

"A filha perdida"

Sim, a maternidade pode não ser nada cor-de-rosa. Nada de “bebê Johnson”, mãe coruja, nada de paraíso. Muito de padecer. Despedaçar-se. Nada de flores. Tudo de dores. Muitas. As mais diversas. As mais profundas. Vi um pouco disso no meu mestrado, quando fui pesquisar “As várias faces da mãe contemporânea”. Vi um muito disso no belíssimo filme “A filha perdida”, adaptado do livro de Elena Ferrante. As várias faces da mãe contemporânea? Culpa, dedicação, esgotamento, normas a sere

30 de jan. de 2022Ler mais →