Há algo que nos torna iguais. Profundamente iguais.
Num instante temos todos o mesmo credo, raça, religião, identidade, gênero.
Temos as mesmas artérias a pulsar no peito, a mesma pressão a despencar no chão, as mesmas vias lacrimais em perfeito funcionamento.
Num instante somos igualmente homens, mulheres, torcedores, jogadores, filhos de Deus. Humanamente choramos a máquina derrubada, o luto coletivo, o estádio vazio. Derrubados ficamos também.
Somos ascensão e queda, alegria e tristeza, amor misturado a um tanto imenso de dor.
Cai o avião, caímos todos nós. Morre um sonho, uma conquista, um time. Morre um pouco de você, de mim, de uma multidão sem fim.
Hoje somos todos chapecoenses.
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