Palavras abraçam. Aproximam. Acolhem. Fazem do silêncio ponte, do coração tradução, da dor um caminho.

Renata Feldman faz das palavras matéria-prima. Seu trabalho é feito de escuta, acolhida, interação, escrita.

Seja no refúgio da psicologia clínica, nos livros publicados ou posts aqui do blog, palavra é preciosidade.

Entre, aconchegue-se e fique à vontade. É uma alegria dividir este espaço com você.

Flor decorativa

Pausa pra pensar na vida.

Vida com todas as letras, dores, amores, escolhas, emoções e imperfeições.

Vida cheia de encontros e desencontros, medo e coragem, partida e chegada.

A vida cabe num blog.

Luz, câmera, emoção.

Um cantinho especial do blog inspirado pelo cinema, teatro, literatura, arte. Posts que emocionam e fazem pensar.

Convite

Faça deste blog um espaço seu. Para rir, chorar, pensar, interagir.

Seus comentários são muito bem-vindos. Obrigada pela visita e volte sempre!

O NÃO mais duro de dizer aos filhosAmor

O NÃO mais duro de dizer aos filhos

Não estava no script. Nem no coração, na agenda ou no check-list. Não estava. Ninguém sonha em se separar um dia. Esvaziar o armário, dividir presentes ao meio, mudar de CEP,  largar as chaves, dizer até mais, até breve, talvez nunca mais. No engasgo de um choro nunca antes chorado, de uma dor nunca antes doída, você diz adeus e roga a Deus que te carregue no colo, pedindo a Ele (pelo amor Dele)  que te empreste os ombros, sem direito à devolução. Não, você não sonhou passar por isso. M

8 de jul. de 2015Ler mais →
Você tem medo de quê?Filhos

Você tem medo de quê?

  O post anterior não fui eu que fiz. A autoria é de uma menininha de 7 anos, do alto da sua sensibilidade e sapequice, às voltas com as sombras que a vida dá. (Ah,Bella, vou te apertar até espremer.) No quarto dessa menina-poema, quando anoitece, tudo acontece:  maçaneta vira nariz de bruxa, cortina vira fantasma, armário vira espantalho. Quando clareia o dia, clareiam também as ideias. E lá vem a menina-poema, papel e caneta na mão, rimando os sentimentos que passeiam pelo coração. Dize

26 de jun. de 2015Ler mais →
Medovida

Medo

No escuro nada se vê. Nada se gosta. No escuro tudo tem sombra. Tudo tem medo. No escuro nada se toca.

24 de jun. de 2015Ler mais →
O velho no espelhoFilhos

O velho no espelho

Olho no espelho e me vejo. Pipa, peão, rolimã. Olho no espelho e brinco com o tempo. Bola de gude, avião, catavento.  Olho no espelho e namoro. Bem-te-vi, beija-flor, bicicleta.  Olho nos olhos de mim e vejo o quanto de chão já percorri.  Pés cansados, cabelo branco, rugas no rosto, emoção que dá gosto.  Me olho no espelho e me chamo de velho. Velho amigo. Mergulho no espelho e encontro a criança que fui um dia. * Inspirado no livro “O menino no espelho”, de Fe

19 de jun. de 2015Ler mais →
NamoradosAmor

Namorados

  Gato Malhado e Andorinha Sinhá. Popeye e Olívia Palito. Romeu e Julieta. Donald e Margarida. Shrek e Fiona. Princesas e sapos. Rodin e Camille. Eduardo e Mônica. Renata e André. Pedro e Luísa. Marcelo e Aline. Cris e Christian. Luis e Diego. Sara e Amanda. Gustavo e Alessandra. Fernanda e Marcelo. Hugo e Selma. Luciene e Adilson. Ana Carla e Fernando. Thiago e Antônio. Joaquim e Cecília. Mariana e Vanessa. Debie e Robson. Rômulo e Carol. Cláudio e Isabela. Thaís e mistério. Sandra e Sérgi

12 de jun. de 2015Ler mais →
Amanhecer (ser)vida

Amanhecer (ser)

Deixa nascer o sol. Amanhecer estrelas. Rascunho de poesia na areia. Bem-me-viu. Bem-querer. Bem-viver. O que você vai ser quando crescer? Derrama vida da janela. Sinfonia de aquarela. Repousa Deus nos olhos meus. Quando amanhecer, vai ser. Beija-flor. Rainha em Angra dos Reis. Safári no fundo do mar. Travessia longínqua de amor. Ah, se eu pudesse voltar no tempo… Nasceria tudo outra vez.

6 de jun. de 2015Ler mais →
LigaçãoFamília

Ligação

O telefone toca, a Bella atende. – Alô. (…) Ei, vovô! (…) – Não, ontem eu não fui num aniversário. Foi só a mamãe que foi, da amiga dela. (…) – Mãe, o vovô tá perguntando se você trouxe “lembrancinha” da festa pra ele. – Não, filha, fala pra ele que foi aniversário de gente grande… (…) – Ele tá perguntando se vai ter pipoca hoje no jogo do Galo. – Fala que vai, doce e salgada. Fim da ligação. De uma ligação que não vai terminar nunca, eu sei. E lá vem a Bella filosofan

24 de mai. de 2015Ler mais →
A quatro mãosAmor

A quatro mãos

Domingo de manhã, friozinho de maio. Pai e filho acordam cedo para um programa há muito tempo sonhado, trabalhado, curtido: corrida de carrinhos de rolimã! (Disney é pouco.) Mãe e filha, com um pouco mais de vagareza, própria do dia, mas sem tirar os olhos do relógio, tomam um táxi e vão até a Fundação de Educação Artística assistir a um recital de piano. No programa, obras do talentoso compositor Ronaldo Miranda. No palco, musicistas apaixonados pelo seu ofício, com destaque para uma pianis

20 de mai. de 2015Ler mais →
"Palavrinha mágica"Filhos

"Palavrinha mágica"

Olho para mim e te vejo, mãe. Muito além da porção genética que nos confirma, muito além do jeito, do sobrenome, da escrita, da profissão que escolhi amar; muito além de tudo o que nos torna tão iguais, tão afins, vejo você através do amor que me atravessa. Não é pouco. É lindo e tenro e enorme desde sempre; desde o dia em que você me tomou no colo e seu choro de emoção encontrou o meu, choro assustado de quem acabou de nascer. Impossível não ver. Daí em diante nasceram tantas outras coisas –

9 de mai. de 2015Ler mais →
Problemas caminhamAmor

Problemas caminham

– “Hoje foi duro levantar da cama.” – “Cama, mesa e banho.” – “Tudo bem?” – “Zen. Ando meditando.” – “Uma falta de assunto danado.” – “Tô correndo atrás.” – “Ganhou uma rasteira.” – “Ri da minha barriga doer.” – “Quando é que vai nascer?” Parece conversa de doido mas é uma pista de cooper. Diálogos entrecortados, cruzados, arfantes, logo que a vida diz bom dia. Casais caminhando colados, de mãos dadas. Vizinhos ofegantes. Pai e filha. Bengala e sorriso. Namorados. Futuros

2 de mai. de 2015Ler mais →
Tristeza, pura e simplesmentevida

Tristeza, pura e simplesmente

Coisa mais fora de moda essa tal de tristeza. Hoje em dia o chique é ter depressão, se afundar dez palmos abaixo do chão, cair de cama, fazer greve de fome. Tristeza a gente sente e pronto. De uma simplicidade que dispensa prontuário médico, bula de remédio, maca ou motivo. Sem maiores explicações ela chega e se instala calada, fazendo barulho no coração. Sem ser convidada ela chega de mansinho, sem alarde ou alarme, sem o charme que a alegria tem. Apenas entra, fica, adormece e se

22 de abr. de 2015Ler mais →
Menos, CinderelaAmor

Menos, Cinderela

Vem da última produção da Disney minha inspiração para você. Você, que transformaria uma abóbora em um delicioso caldo com alecrim, calabresa e gengibre. (Não esqueça a pimenta.) Você, que trocaria fácil um sapatinho de cristal por uma rasteirinha de swarovski e um creme de massagem para os pés. (Não esqueça de apagar a luz.) Você, que dançaria horas com o príncipe mais charmoso do reino sabendo que ele tem o poder especial de virar sapo. É fato. Não que eu queira desencantar o conto de fadas,

18 de abr. de 2015Ler mais →

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