Palavras abraçam. Aproximam. Acolhem. Fazem do silêncio ponte, do coração tradução, da dor um caminho.

Renata Feldman faz das palavras matéria-prima. Seu trabalho é feito de escuta, acolhida, interação, escrita.

Seja no refúgio da psicologia clínica, nos livros publicados ou posts aqui do blog, palavra é preciosidade.

Entre, aconchegue-se e fique à vontade. É uma alegria dividir este espaço com você.

Flor decorativa

Pausa pra pensar na vida.

Vida com todas as letras, dores, amores, escolhas, emoções e imperfeições.

Vida cheia de encontros e desencontros, medo e coragem, partida e chegada.

A vida cabe num blog.

Luz, câmera, emoção.

Um cantinho especial do blog inspirado pelo cinema, teatro, literatura, arte. Posts que emocionam e fazem pensar.

Convite

Faça deste blog um espaço seu. Para rir, chorar, pensar, interagir.

Seus comentários são muito bem-vindos. Obrigada pela visita e volte sempre!

Esconde-encontravida

Esconde-encontra

Presentes, anseios, sonhos, abraços, lampejos. Dezembro aconchega a gente e nos convida a olhar pra dentro. Longe dos shoppings, da fila de carros, do cansaço acumulado e da poeira dos dias, aqui estamos. Vivos, graças a Deus. Pausa, altas, respira. Onde está você? Preso no engarrafamento? No lamento do que poderia ter sido e não foi? Na escuridão dessa tristeza que nem mesmo estrela cadente consegue acender? Livre pela missão cumprida, pelas decisões tomadas, pela beleza de cada muda

21 de dez. de 2016Ler mais →
Somos todos chapecoensesvida

Somos todos chapecoenses

Há algo que nos torna iguais. Profundamente iguais. Num instante temos todos o mesmo credo, raça, religião, identidade, gênero. Temos as mesmas artérias a pulsar no peito, a mesma pressão a despencar no chão, as mesmas vias lacrimais em perfeito funcionamento. Num instante somos igualmente homens, mulheres, torcedores, jogadores, filhos de Deus. Humanamente choramos a máquina derrubada, o luto coletivo, o estádio vazio. Derrubados ficamos também. Somos ascensão e queda, alegria e tris

29 de nov. de 2016Ler mais →
Perdasvida

Perdas

Ninguém acorda um dia sonhando em perder algo ou alguém. “- Meu Deus, me ajuda a perder muitos amigos hoje.” “- Muito dinheiro.” “- O amor da minha vida.” “- Minhas fotos, meus planos, minha casa.” “- Meus pais, minha paz, meu chão.” “- Muitos pontos em matemática, me ajuda a perder. “- Aquele namorado que eu custei a arrumar.” “- Meu emprego de vinte anos.” “- Minha lucidez, minha liberdade, minha energia, me ensina a perder.” Não. Perder é verbo derradeiro, doído, sofrid

15 de nov. de 2016Ler mais →
Pelos cotovelosvida

Pelos cotovelos

Fala sem parar, por falar, se esqueceu (?) de sentir. Frio? Abandono? Medo? Tristeza? Alegria? Sentimento ainda não descoberto, não nomeado? Coração tomou anestesia, paralisado de taquicardia, amordaçado ficou, relógio parou. Insônia. Fala do tempo, do vizinho, do político, do padeiro, da labuta. Fala da certeza que não tem, do ônibus que não vem, do trampo e do santo, dos milagres tão escassos. Em falta. “Calor danado, precisando chover.” Distância doída, cansou  de sofrer. Sob

27 de out. de 2016Ler mais →
Eternos recomeçosTrabalho

Eternos recomeços

Quarta é dia de aula. Vou pra “minha” FUMEC feliz da vida, me encontrar com uma das turmas mais adoráveis que já tive na vida: a turma do NEETI (Núcleo de Estudos Escola da Terceira Idade). Este semestre a minha disciplina é “Emoção em Prosa e Verso”, você pode imaginar o quanto “me divirto”. Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina, Adélia Prado, Rubem Alves, Lya Luft, Cecília Meireles são alguns dos nossos convidados de honra. Colocamo-nos diante deles, olhos iluminados e alma emudecida,

5 de out. de 2016Ler mais →
Para o dia começar bemvida

Para o dia começar bem

Acordo cedo, um pouco antes do despertador. O dia bem começa e o relógio já quer conversar comigo, autoritariamente me ditar ordens. Fecho os olhos, respiro do jeito que a ioga me ensinou,  escuto uma sinfonia de de bem-te-vis  na janela. Voo junto com eles e deixo pra trás meu notebook mental de última geração,  o botão de power já ligado e a tela de descanso tomada por uma lista de afazeres, descanso mesmo só lá pelo item 59. Inspiro profundamente e de longe espio suas luzes se acenderem

20 de set. de 2016Ler mais →
Lembretevida

Lembrete

  Só pra lembrar: * crianças crescem rápido. * abraços encurtam distâncias. * beijos  provocam uma revolução. * mudanças fazem parte. * pedestres têm preferência. * filhos pedem limite. * preces iluminam o dia. * luto é pra ser vivido. * raízes florescem. * desencontros acontecem. * você não é perfeito(a). * amigos pra sempre não se perdem com o tempo. * um ciclo se fecha pra outro se abrir. (Feliz Ano Novo, em pleno setembro, cheio de pôr-do-sol virando poema na sua varanda.

31 de ago. de 2016Ler mais →
O melhor de mimAutoestima

O melhor de mim

As Olimpíadas se despedem, deixando pra nós suas medalhas, batalhas, abraços, percalços. Volto ao dia da abertura: luzes, efeitos, cores, coreografias, músicas e – pra completar (pra brilhar os olhos e paralisar todos os músculos faciais) – os passos majestosos da nossa garota de Ipanema, “poetizando seu balançado e fazendo o mundo inteirinho se encher de graça”. Não sei você, mas dentro de mim percebi transmutar sentimentos de descrença, receio e vergonha em orgulho. É como se, naquele i

21 de ago. de 2016Ler mais →
Onde Vander Lee possa me ouvirvida

Onde Vander Lee possa me ouvir

Te conheci há alguns anos, na piscina, e chorei de emoção. A aula de hidroginástica chegara ao fim e a professora colocou uma música sua para tocar. Fazer o alongamento ouvindo “Onde Deus possa me ouvir” foi como fazer uma prece, presente pra alma depois que o corpo (missão cumprida!), já sorria agradecido. Cheguei ao consultório com a sua música na cabeça e no coração, querendo dividir com o mundo cada palavra sua. Num intervalo entre um atendimento e outro, fiz um café, entrei no facebo

7 de ago. de 2016Ler mais →
Você e o tempovida

Você e o tempo

Andam caçando pokémons por aí. Esbarrando em quinas, esquinas, miragens, vertigens. De caçador a caça num clique, hipnose hightech, a aventura está só começando. E aí você me diz que prefere catar flores, conchas, amores. Que o seu tempo é muito escasso pra ir pro espaço, em busca de monstrinhos coloridos. Cada um sabe o que faz do seu tempo. O mesmo ponteiro que corre no seu relógio corre aqui no meu. Um pôr do sol é sempre um pôr do sol, independente de quem o contemple. Os bancos de pr

26 de jul. de 2016Ler mais →
Espelho, espelho meuAutoestima

Espelho, espelho meu

Fechou a janela, tomou ar, foi se olhar no espelho. Vidro trincado, nudez revelada, algo se quebrara dentro dela. Não se reconheceu ali, parada, ensimesmada, sem saber o que pensar a seu próprio respeito. Chorou. Derramou sua dor sem música ou silêncio, sem maquiagem ou coragem, apenas chorou. Até embaçar o vidro. “Espelho, espelho meu”, nem sequer te sinto como meu. Não me aproprio de mim mesma, muito menos de você, pare logo com essa mania de me plagiar. Tudo o que ela queria era se

15 de jul. de 2016Ler mais →
"Como eu era antes de você"Autoestima

"Como eu era antes de você"

A gente corre de um lado pro outro, faz um milhão de coisas, sai da academia e continua fazendo ginástica, corre mais um pouco, cria asas, voa, respira, pausa, poesia, continua, corre atrás, vira artista de Circo de Soleil sem saber. Mexe o corpo, cuida da alma, atravessa a rua, a dor, os sete mares. E aí um dia, distraído que estava falando ao celular, agenciando com certeza uma reunião muito importante, inadiavelmente importante, você é pego de supresa por uma moto que vinha costurando o

30 de jun. de 2016Ler mais →

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