
Há dois "Feliz Ano Novo" pra mim. Aquele que à meia-noite nos recebe com festa, vestido de fogos de artifício e os desejos mais bonitos; e aquele que se inicia quando a viagem termina. (Será que ela termina?) Dentro de mim ainda sou céu, estrada, ponte, frio, fronteira, dialeto, descoberta, alumbramento, companhia. A mala já foi desfeita, mas sou notificada por excesso de bagagem. Do coração.
Sim, a paisagem muda. A chave de casa gira, as janelas deixam o ar entrar, a rotina nos recebe com um sorriso largo e algumas exigências. Regar as plantas, fazer sacolão, colocar as roupas no varal, organizar a agenda, voltar a trabalhar. Percorrer o fascinante continente da mente e das emoções, viagem que escolho fazer e amar todos os dias. Trilhar caminhos tortuosos, estender as mãos, a caixa de lenços, uma caneca de chá. Ser ponte, fonte, escuta, travessia.
E é aí que celebro mais um Feliz Ano Novo, imensamente feliz por recomeçar.
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