Palavras abraçam. Aproximam. Acolhem. Fazem do silêncio ponte, do coração tradução, da dor um caminho.

Renata Feldman faz das palavras matéria-prima. Seu trabalho é feito de escuta, acolhida, interação, escrita.

Seja no refúgio da psicologia clínica, nos livros publicados ou posts aqui do blog, palavra é preciosidade.

Entre, aconchegue-se e fique à vontade. É uma alegria dividir este espaço com você.

Flor decorativa
Mães

Quando o bebê não vem

08 July, 2010

Ontem tive a honra de participar do Programa Palavra Cruzada, da Rede Minas, apresentado pela talentosa jornalista Maria Amélia Ávila. Uma hora foi pouco para abordar um tema que gera enorme angústia entre os casais: infertilidade.
Deveria ser simples assim: um óvulo, um espermatozóide, um encontro de amor e o desejo profundo de ter um filho. Mas infelizmente nem sempre é assim.
Trompas obstruídas, ovários policísticos, endometriose, stress, ansiedade, alterações no espermograma. O que deveria ser simples fica complicado. O natural vira artificial.
No lugar de alegria, tristeza. No lugar de um quarto cor-de-rosa, uma vida em preto e branco.
Para quem deseja ter um filho, só esse desejo já vem carregado de emoção. E quando ele não se realiza, a infertilidade vem carregada de NÃO. Frustração. Lamentação. Piração. A gestação acontece, mas é de sofrimento, e geralmente dura muito mais do que 40 semanas.
A boa notícia é que infertilidade não necessariamente precisa significar impossibilidade. Há caminhos para seguir, sejam eles técnicos, emocionais, práticos ou racionais.
Mudar os planos? Tirar de cabeça? Partir para a inseminação artifical? Adotar uma criança? Conviver com a ideia de não ter filhos e ser feliz apesar de?
Apesar do não, o sim. Simplesmente.

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