Resolveu se casar. De novo. Sem pedido, sem vestido, sem padre ou buquê.
Simplesmente tomou essa resolução. Acordou numa terça-feira nublada e resolveu que seria dele pra sempre. Veemente. De coração, de corpo inteiro, de lua e de lei.
Pulou da cama e foi pra rua, fazer manifestação. Declaração de amor, versos cantados no megafone, protesto ensaiado caso ele ousasse fugir do altar.
Casa comigo. De novo e de novo e de novo. Bôdas de prata, água marinha, ouro. Chuva de arroz, alegria de alecrim, flor de sal. Um sim e te dou uma joalheria inteira. Um não e faço uma revolução bem debaixo da sua janela.
Sim, eu prometo. Amar-te com todas as minhas forças; com toda ternura, delicadeza e peleja que rege os antagonismos nossos de cada dia: na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, no futebol e na orquestra sinfônica, na ação e no drama, no real e no virtual, no silêncio e na palavra, no seu sorriso mais iluminado e no seu lado mais sombrio.
Caso de novo com você do jeito que você é. Sem photoshop, testemunha, ilusão de ótica ou subterfúgios. Sem jamais renunciar ao amor que um dia se manifestou no casual encontro de nós dois. Pois, pois.
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