Já inventaram Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Rodin e Camille, Popeye e Olívia Palito. Histórias famosas marcadas pelo impacto do amor romântico, trágico, enlouquecedor, melodramático. Estão aí para dizer da força desse sentimento chamado amor. Estão aí para nos falar da forte atração que liga um homem a uma mulher.
E aí “inventaram” Luci e Homero. (Se eles não existissem, eu ia ter que inventar. Juro que ia.)
No último dia 31 de dezembro, em meio aos fogos de artifício, flores para Iemanjá e pedidos de um bom Ano Novo, eles completaram 50 anos de casamento.
Casamento com todas as letras, cinco filhos, dez netos e uma história bem real construída dia após dia. Nada de ficção, teatro ou invenção. Apenas amor e tudo o que essa pequena palavra representa: brilho nos olhos, coração cheio, bom dia, boa noite, diferenças e mais diferenças.
Ah, as diferenças. Ah, a paciência e todos os outros substantivos que permeiam esse amor de carne e osso: tolerância, compreensão, cumplicidade, sabedoria, saber ceder.
Esse é o amor da labuta, que não está nos livros nem nas mentes mais românticas. É o amor do dia-a-dia, da peleja, do trabalho. Trabalho árduo, constante. Amor bonito de doer, não tão simples de viver. Amor que emociona, sustenta, explica tudo. Amor que soa como prece quando a família inteira se junta no Natal para cantar “Como é grande o meu amor por você”, cada um entregando um botão de rosa ao casal.
Luci e Homero: o nome é forte, sonoro, um quê de clássico e histórico. Daria um livro essa história que já dura uma vida inteira.
Que venham mais 50 anos, cheios de luz e flor para regar a beleza desse amor.
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